Domingo, 8 de Março de 2009

DESAFIO :P

Segundo Isabel Allende “ há histórias de toda a espécie. Algumas nascem ao ser contadas, a sua substância é a linguagem e antes que alguém as ponha em palavras são apenas uma emoção, um capricho da mente, uma imagem ou uma reminis­cência intangível. Outras chegam completas, como maçãs, e podem repetir-se até ao infinito sem risco de alterar o seu sentido. Existem umas que são tomadas pela realidade e processadas pela inspiração, enquanto outras nascem de um instante de inspiração e se transformam em realidade ao ser con­tadas. E há histórias secretas que permanecem ocultas nas sombras da me­mória, são como organismos vivos, nascem-lhes raízes, tentáculos, enchem-se de aderências e parasitas e com o tempo transformam-se em matéria de pesadelos. Por vezes, para exorcizar os demónios de uma recordação, é necessário contá-la como um conto".

 

Deixo-vos um desafio...

 

Contem a vossa história:)

 
 
Misé
 
 
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Perigos e riscos na escola! Como agir para prevenir?!

 

     A segurança e Saúde no trabalho, nomeadamente na área educativa são problemáticas actuais.
   É crucial que os intervenientes da acção educativa (e não só) se sintam seguros e protegidos no seu local de trabalho.
   Urge tomar medidas para que os acidentes de trabalho, nas escolas, diminuam. Todos nós devemos querer o melhor para nós e para as nossas crianças, assim sendo o melhor é começar por adoptar práticas seguras e transmiti-las às nossas crianças.
   A OMS, Health for All in the 21st century, aponta para que, no ano 2015, pelo menos 50% das crianças que frequentam o jardim-de-infância e 95% das que frequentam a escolaridade obrigatória e o ensino secundário terão oportunidade de ser educadas em escolas promotoras de segurança e saúde. Uma escola promotora de saúde é a que garante a todas as crianças e jovens que a frequentam, a oportunidade de adquirirem competências pessoais e sociais que os habilitem a melhorar a gestão da sua saúde e a agir sobre os factores que a influenciam.
   Todas as escolas devem incutir desde cedo regras de segurança e de saúde para que os seus formandos se tornem cidadãos activos e responsáveis, contribuindo assim para uma vida saudável e segura em sociedade.

Em primeiro lugar é pertinente diferenciar risco de perigo. O perigo é algo susceptível de causar dano. O risco acontece quando há a probabilidade de ocorrer danos, ou seja, causar consequências (por exemplo a existência de uma poça de água poderá provocar uma queda).
 A segurança e saúde no trabalho, nomeadamente na área educativa, são um dos problemas mais actuais. Há inúmeras lacunas nas escolas do nosso país, e é importante, para o bem de todos, colmatá-las.
 Os estabelecimentos de ensino são locais de trabalho e como tal, estão sujeitos aos mesmos perigos presentes noutros locais de trabalho.
    Os riscos para a saúde e segurança no sector da Educação afectam todos os intervenientes da comunidade escolar, ou seja, os alunos, os professores, os funcionários, os encarregados de educação e os visitantes. Visto que o grupo é bastante diversificado e abrangente, torna-se fundamental que as entidades competentes, da instituição escolar, avaliem os potenciais riscos para a saúde e segurança, e encontrem estratégias para diminuir esses mesmos riscos.
   Estas estratégias devem estar divididas em etapas. A primeira etapa consiste em planear a avaliação dos riscos, consultando o empregado, ou seja, os trabalhadores deverão ter um papel activo na avaliação dos riscos e deverão estar directamente envolvidos nas actividades de prevenção. Os trabalhadores devem ajudar a encontrar uma solução. A segunda etapa consiste na avaliação dos riscos, ou seja, identificar casos de violência entre os alunos, entre pais e encarregados de educação, identificar eventuais perigos em infra-estruturas e em equipamentos, identificar eventuais riscos em laboratórios, entre outros. A terceira etapa consiste em identificar quais os indivíduos que estão em perigo, nomeadamente as pessoas exteriores à instituição escolar.
   Todas estas etapas têm que ser pensadas de modo a que a sua aplicabilidade seja para o grupo escolar, ou seja, para uma colectividade. 
   Quando as entidades competentes da escola encontram medidas a adoptar e as colocam em prática, não significa que o problema está totalmente resolvido. É importante reavaliar as medidas tomadas, ou seja, deve verificar-se se a situação foi realmente resolvida, se ao resolvermos esta situação não criamos outra situação perigosa e devemos também, analisar os resultados obtidos. No final desta reavaliação, deve-se voltar a avaliar todos os casos para garantir que os riscos ou perigos não voltam a aparecer.
   Como referi anteriormente, as medidas devem abranger uma colectividade, no entanto, existem casos particulares que também merecem uma especial atenção. Por exemplo, existem substâncias que podem ser danosas para grávidas. Todas as pessoas são importantes e, tratando-se de segurança e saúde, é necessário prevenir e garantir o bem-estar de todos.
   Existem lugares na escola que merecem uma particular atenção. Os laboratórios, bem como os restantes espaços, devem estar arejados, limpos, ventilados, iluminados e com humidade adequada. As vias de circulação devem estar desimpedidas e, se possível, devem estar separadas das zonas pedais. Os espaços da escola devem estar devidamente limpos para evitar quedas ou escorregadelas. As escadas ou varandas devem estar devidamente protegidas. As janelas e as portas transparentes devem ser construídas em material apropriado e devem estar devidamente assinaladas.
 Os acidentes mais comuns e banais, nas escolas, são as quedas e as escorregadelas. Visto que é um dos riscos mais comuns, as suas causas devem estar incluídas na avaliação dos riscos. O meio físico (pavimentos), a acção humana (por exemplo, água entornada), a organização (por exemplo, a falta de sistemas de limpeza), e factores individuais (por exemplo, o tipo de calçado), são os factores mais comuns que provocam as quedas e as escorregadelas.
 Para evitar as quedas e as escorregadelas na escola devem ser tomadas algumas medidas básicas, isto é, medidas muito simples. A ordem na escola, a limpeza, a manutenção, a iluminação, o pavimento, as escadarias, os derramamentos, o calçado apropriado, são factores que devem ser tidos em consideração para se encontrarem medidas básicas com intuito de minimizar os riscos.
   As medidas simples devem incidir na limpeza dos espaços e na sua boa conservação. Os espaços devem estar sempre secos (por exemplo, os pisos dos balneários). As escolas devem contratar pessoas com formação adequada, ou seja, especialistas para que a probabilidade de acontecer algo, menos bom, seja menor. Os especialistas a que me referi anteriormente, são por exemplo, os electricistas. É importante que não contratem apenas uma pessoa que perceba do assunto, mas sim uma pessoa que tenha tido formação na área em questão. Por sua vez, os especialistas devem estar muito bem informados sobre as condições que irão encontrar na escola, relativamente aos perigos ou riscos que estarão sujeitos e também sobre o trabalho que irão exercer.
   No seminário que presenciei, relativo à segurança e saúde na área educativa, a Dra. Cláudia Cadete, também nos alertou para o perigo de ocorrerem incêndios. Todas as pessoas da escola devem saber como agir em situação de incêndio.
    Em primeiro lugar, todos os estabelecimentos de ensino devem possuir extintores. Estes devem estar ao alcance de todos, bem assinalados e também devem estar operacionais (deve ter-se em conta a sua validade e o seu estado). Todos os indivíduos presentes na instituição escolar devem ter conhecimento da sua localização e utilização pois, só deste modo, poderão usá-los correctamente em caso de perigo.
   Quando algum espaço da escola incendeia é crucial que todos os intervenientes da comunidade escolar evacuem o espaço. No entanto, para que a evacuação do edifício seja eficaz e sem sobressaltos é fulcral que as pessoas saibam como têm que agir. Os simulacros são a melhor forma de dar a conhecer às pessoas o que elas têm que fazer para deixar o local em perigo. Estes simulacros devem ser realizados periodicamente e devem ser realizados como se se tratasse de uma situação verdadeira, uma situação de urgência.
   Os laboratórios e as oficinas são os locais onde ocorrem mais incêndios. É importante consciencializar as pessoas que estes espaços são os mais perigosos, porque possuem substâncias inflamáveis e porque possuem várias máquinas.
   Para prevenir eventuais perigos nestes locais é importante que todos saibam que, para trabalhar seguramente nestes espaços, existem regras que devem ser rigorosamente cumpridas. As inspecções e a manutenção destes lugares também são bastante pertinentes na medida em que podem prevenir eventuais perigos. Algumas das medidas básicas para evitar problemas nos laboratórios e nas oficinas são, por exemplo, o armazenamento de produtos perigosos, em lugares seguros; a limpeza e manutenção constante destes lugares e também devem existir os primeiros socorros à vista de todos (chuveiros e o lava olhos de emergência).
    Para além de todos estes cuidados a ter na escola, existem outros directamente ligados às crianças.
   Nas escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico, como nos jardins-de-infância, os distúrbios músculo-esqueléticos são frequentes. Os docentes, bem como auxiliares de educação têm tendência em pegar nas crianças ao colo, carregar objectos pesados, realizar tarefas domésticas muito pesadas sem pensarem nas consequências futuras. No momento, o corpo poderá não se ressentir, mas mais tarde o corpo acabará por manifestar efeitos secundários relativos a estas acções inconscientes. Por sua vez, as crianças levam para a escola mochilas muito pesadas, passam grande parte do tempo sentadas nas suas secretárias ou sentadas em frente a um computador. Tudo isto é prejudicial à saúde e as consequências irão aparecer mais tarde.
   Para evitar este tipo de distúrbios, não há uma regra a seguir. É importante observar as diferentes realidades (aluno, professor, funcionário e outros intervenientes), porque os distúrbios músculo-esqueléticos são diferentes em todas estas pessoas. Aqui é importante que cada um tome medidas para combater este problema. Cabe a cada um actuar para preservar e manter a sua saúde, evitando os riscos de perturbações músculo-esqueléticas, avaliando os riscos das perturbações músculo-esqueléticas que podem ser evitadas, adaptando-se ao progresso técnico. Para que a prevenção seja mais eficaz, cabe à comunidade escolar alertar, prevenir e sensibilizar os trabalhadores para todos estes perigos que irão pôr em causa a sua saúde.
   Além dos distúrbios músculo-esqueléticos, o stresse também é um grave problema que afecta muitos dos elementos da escola. Este stresse é uma das consequências de algumas pessoas que trabalham na instituição escolar. No entanto é importante referir que o stresse não é uma doença mas pode levar ao aparecimento de uma doença mental ou física; não é uma fraqueza individual mas é um resultado das características do trabalho ou do ambiente do trabalho.
   Como qualquer outro perigo é importante diminuir a sua incidência nos trabalhadores. szPara prevenir esta consequência do trabalho e necessário analisar os riscos, planear exaustivamente as medidas para o combater, utilizar o conhecimento técnico externos adequados, dialogar com toda a comunidade escolar, escolher a melhor forma de realizar um trabalho, tornar os trabalhos menos monótonos e fomentar a interdependência com as parcerias. Deste modo, o funcionário não estará tão sobrecarregado e não estará tão vulnerável para sofrer com o stresse.
   Outro motivo de preocupação nas escolas, é a violência escolar. Um inquérito realizado pela UE (2000) refere que 4% dos alunos é vítima de actos de violência e que 12% dos alunos está sujeito a intimidações. Estes dados são preocupantes, e assustam-nos ainda mais quando reflectimos e chegamos à conclusão que são as “nossas crianças” que estão a sofrer. Elas são o alvo preferido para os agressores. A violência não transporta apenas a parte de agressão física, a parte psicológica está, também, subjacente. É importante referir que ambos os tipos de violência podem causar danos irreversíveis nos indivíduos (crianças, adolescentes ou adultos). Assim torna-se pertinente afirmar que este problema não é um simples problema individual, mas sim um problema colectivo.
  A violência nas escolas, por exemplo, pode colocar em perigo a segurança das mesmas. O problema torna-se assim mais geral, porque engloba os alunos, os ex-alunos, os pais, os encarregados de educação, os visitantes, os intrusos e todos aqueles que estejam presentes na escola. Não é apenas a vitima que sofre as consequências, mas todos aqueles que estão envolvidos na situação.
   Como qualquer outro perigo é importante tomar medidas para combater este enorme problema. É importante que os docentes tomem algumas precauções quando estão em contacto directo com os pais ou encarregados de educação, deve-se evitar ficar na escola até muito tarde se não existir a presença de outros membros, deve-se sensibilizar os alunos para este problema e encontrar estratégias para que todos trabalhem cordialmente e se evitem conflitos.
    É importante transmitir a mensagem que “violência gera violência e pode pôr em risco a segurança e saúde dos intervenientes da comunidade escolar”. Todos têm que ter consciência deste problema e todos juntos têm que lutar para o combater, pois só desta forma conseguirão vencer.
   A escola é um poço de aprendizagens, de vivências, de experiências e de alegrias. No entanto, para que a vida escolar seja promotora de aprendizagens e para que os alunos vivam em harmonia é necessário prevenir e sensibilizar para os perigos e para os riscos que estão subjacentes à realidade escolar.
acho que é importante sensibilizar os futuros ou jovens trabalhadores para os riscos que poderão encontrar no seu local de trabalho, que poderão pôr em causa a sua segurança e a sua saúde. Assim sendo, se já estivermos sensibilizados para futuros perigos ou riscos, as nossas práticas já serão mais reflectidas e conscientes. A sensibilização torna a prevenção mais eficaz.
 Na área da educação, como pudemos constatar, perante o exposto anteriormente, existem vários perigos ou riscos a que toda a comunidade educativa está sujeita. Não irei abordar nem reflectir sobre os problemas que já mencionei no ponto anterior, por conseguinte, irei abordar outros problemas bem como as suas possíveis soluções que poderão pôr em causa a segurança e saúde nas escolas.
 Como já referi anteriormente, a escola, tal como outro local de trabalho, está sujeita a diversos perigos, no entanto, estas recebem alunos.Segundo o ISHST (2005) “Este grupo, sendo jovem, inexperiente e pouco conhecedor dos possíveis perigos para a Segurança e Saúde, é particularmente vulnerável. Além disso, ele próprio pode constituir um perigo”. Com esta citação pretendo reforçar a ideia de que a sensibilização dos perigos ou riscos existentes na escola é imprescindível para os combater. Para agir, todos os intervenientes da comunidades educativa devem estar sensibilizados e com vontade de agir. No entanto, muitas vezes a vontade dos intervenientes da instituição escolar não é suficiente. O apoio das parcerias é crucial.
Segundo o ISHST (2005) “Com a inter relação existente entre a comunidade educativa e o meio envolvente e com a divulgação das boas práticas já implementadas por algumas escolas no campo da Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho, o PNESST (2005) ambiciona contribuir para a diminuição da sinistralidade laboral e das doenças profissionais e fomentar a aproximação entre a escola e o mundo do trabalho”. Assim sendo, posso afirmar que o confronto com estas diferentes realidades, a diminuição da sinistralidade e a diminuição de doenças laborais irá contribuir para que as novas gerações enfrentem o futuro com mais conhecimento e sensibilidade, estejam mais capacitadas para uma melhor análise crítica dos perigos e comportamentos de risco. Só assim, formaremos cidadãos activos e conscientes que vivam em sociedade harmoniosamente.
 A escola desempenha um papel primordial no processo de aquisição de estilos de vida, que a intervenção da saúde escolar, dirigida ao grupo específico das crianças, pode favorecer, ao mesmo tempo que complementa a prestação de cuidados personalizados.
Segundo o Ministério da Saúde (sd) “No ano lectivo 2002/03, dos 357 Centros de Saúde existentes em Portugal, 96% fizeram Saúde Escolar. Esta actividade foi desenvolvida em 4398 (89%) jardins-de-infância, 8265 (89%) escolas do Ensino Básico e Secundário.”. É importante constatar que o nosso país está preocupado com a saúde das crianças que frequentam os diferentes estabelecimentos de ensino e está a tomar medidas para reduzir as potenciais problemas à saúde de cada aluno. No entanto, segundo o Ministério da Saúde, a monitorização do estado de saúde dos alunos é baixa. Para comprovar esta realidade, volto a citar o Ministério da Saúde “... dos alunos com necessidades de saúde especiais, detectadas na escola (24965), pouco mais de 50% (13160) teve o seu problema de saúde resolvido no final do ano lectivo”. Esta é a realidade constrangedora do nosso país. Porque não nos preocupamos mais com o bem mais precioso que temos, a nossa saúde? As escolas deverão ser promotoras de saúde e não deverão negligenciar determinados casos.
    Segundo o Ministério da Saúde “O apoio ao desenvolvimento curricular da promoção e educação para a saúde, pelas equipas de saúde escolar, cobre áreas tão diversas como a educação alimentar, vida activa saudável, prevenção da violência, educação para a cidadania e educação sexual e afectiva, SIDA, consumos nocivos, com destaque para o consumo excessivo de álcool, tabaco e drogas, nos diferentes níveis de ensino.” No entanto, não existem para todas estas áreas orientações técnicas que guiem a intervenção. É necessário que toda a comunidade escolar sensibilize os seus alunos para estes graves problemas que poderão pôr em causa a saúde e a segurança dos elementos das escolas.
 Os perigos ou riscos presentes na escola, como pude constatar perante o exposto, não dizem respeito só aquilo que vemos, o que é palpável. Existem outras vertentes, não menos importantes mas que passam, muitas das vezes despercebidas pelos intervenientes da acção educativa. O consumo de nocivos, nomeadamente tabaco álcool e drogas prejudica gravemente a saúde e a segurança dos alunos. É extremamente importante que os docentes sensibilizem para os perigos inerentes ao consumo de nocivos.
   Relativamente ao consumo das drogas, o docente deve abordar o tema abertamente e deve alertar os alunos para os perigos adjacentes destas substâncias.
 Segundo a OMS  "Droga é qualquer substância, química ou a mistura delas (à excepção daquelas necessárias para a manutenção da saúde, como, por exemplo, água e oxigénio), que altera a função biológica e possivelmente a sua estrutura" Ou seja, qualquer substância, natural ou sintética, que tem a capacidade de alterar as funções fisiológicas ou de comportamento da pessoa, é considerada como droga. Se vão existir alterações fisiológicas ou comportamentais na criança, o desenvolvimento saudável e integral da criança estará a ser posto em risco. É importante que as crianças saibam que o consumo de drogas irá reflectir-se a diversos níveis, nomeadamente na aprendizagem e no seu desenvolvimento saudável. É crucial transmitir a ideia que o consumo de drogas é maléfico para o nosso organismo e poderá originar várias doenças, nomeadamente a tuberculose.
 Ao longo da vida a criança irá ser confrontada com a presença de drogas, quanto a isso o docente quase nada ou nada pode fazer. No entanto, pode e deve alertar e sensibilizar os seus discentes para todos os perigos inerentes ao consumo de drogas, para que quando chegar o momento do confronto (se houver confronto) com as drogas ele saiba renegar o seu consumo. Só assim, a escola estará a formar cidadãos conscientes, responsáveis e, fundamentalmente autónomos.
   Relativamente ao consumo de álcool, também é importante consciencializar as crianças para o perigo que este pode causar na sua vida.
   Muitas das vezes, alguns alunos lidam diariamente com este problema (filhos de alcoólicos) e, deste modo, podem pensar que o consumo exagerado de álcool é algo normal e que não traduz nenhum problema para a saúde do indivíduo. É importante anular esta errada concepção. O docente deve, segundo a OMS, esclarecer os seus alunos dizendo que “O álcool é considerado uma droga psicotrópica, pois ele actua no sistema nervoso central, provocando uma mudança no comportamento de quem o consome, além de ter potencial para desenvolver dependência e desenvolver algumas doenças”. É crucial que o aluno perceba que o consumo de álcool, realizado pelos adultos, quando excessivo passa a ser um problema. Desta forma, o consumo inadequado do álcool é um importante problema de saúde pública, acarretando altos custos para a sociedade e envolvendo questões médicas, psicológicas, profissionais e familiares.
    A criança deve ser alertada para não consumir álcool. O docente deve transmitir a ideia de que o álcool só pode ser consumido pelos adultos e que estes têm de o fazer conscientemente atendendo aos seus riscos e perigos.
   Relativamente ao tabaco, é importante sensibilizar para que as crianças não se sintam motivadas para o experimentarem.
  Esta tarefa pode tornar-se mais complicada porque na nossa sociedade existem muitos fumadores (apesar do conhecimento dos malefícios que o hábito de fumar provoca). A criança pode, à partida pensar que fumar é natural e se grande parte da população o faz, significa que não faz mal à saúde. É urgente corrigir esta ideia para prevenir eventuais doenças directamente associadas ao consumo de tabaco.
  Segundo a OMS “a nicotina é uma das drogas mais consumidas no mundo, e é responsável por uma actividade económica que envolve milhões de euros, apesar de a nicotina do tabaco ser a droga que mais dependência causa”. É complicado explicar a uma criança que o tabaco é uma das drogas que mais dependência torna e que origina o aparecimento de doenças mortais, quando é a droga mais vendida em todo o mundo. No entanto é importante consciencializar os alunos que, segundo a OMS “o cigarro tem vários malefícios. Ele pode aumentar o batimento cardíaco alterar a pressão arterial, alterar a frequência respiratória e alterar a actividade motora”.
   As crianças podem sentir curiosidade em experimentar esta droga muito cedo. É urgente sensibilizá-las, revelando-lhes que o consumo de tabaco diminui a capacidade de concentração, prejudica a capacidade de aprendizagem, pode alterar comportamentos, pode contribuir para a baixa auto-estima da criança e pior, pode causar a morte do fumador.  
   A comunidade educativa deve dar a conhecer as consequências do consumo do tabaco, álcool e drogas; deve informar os alunos sobre as doenças provocadas por estes; deve fornecer informação sobre métodos de cura e superação da sua dependência; deve sensibilizar para a acção (como reagir/actuar perante situações de alcoolismo, tabagismo e toxicodependência). O professor também deve ser um exemplo a seguir pelos alunos, assim, mesmo que tenham hábitos de vida menos saudáveis nunca os deve realizar perto das “suas crianças”. Deve “dar o exemplo.”
    As escolas devem incentivar para a vida sem drogas, para uma vida saudável e segura. É importante que os docentes abordem este tema abertamente, sem preconceitos e que respondam a todas as dúvidas dos seus alunos, pois só assim estarão a salvar algumas vidas de crianças que se tornarão futuros adultos, e que (possivelmente) não pensam nas consequências futuras dos seus actos. A saúde é o bem mais precioso que possuímos, urge preservá-lo e assegurá-lo, para vivermos melhor.
    Outro problema que me preocupa, particularmente nas escolas é o abuso sexual infantil. Senti necessidade de reflectir sobre o tema porque na escola da Glória, onde estou a exercer a prática pedagógica, um aluno foi molestado. O que poderá a escola fazer para prevenir esta situação horrenda?
 É possível transmitir alguns valores às crianças, na escola. É importante educar para que as crianças consigam decifrar o que é correcto e é errado na nossa sociedade e para, posteriormente, se protegerem. Ao transmitir valores, a escola está a proporcionar momentos de reflexão sobre o tema que podem contribuir para que as crianças rejeitem o que não desejam e para que se tornem capazes de reduzir a sua grande vulnerabilidade ao abuso sexual.
Segundo a revista nº 8, Professores do 1º e do 2º Ciclo do Ensino Básico (2006) “as exigências de docibilidade, de simpatia com os mais velhos, a escassa autodeterminação e a pouca credibilidade do discurso das crianças para com os muitas pessoas adultas, entre outros aspectos, criam um cenário propício à violência contra elas.”. Assim sendo, posso afirmar que não serão todas as crianças que poderão ser vítimas de abuso sexual infantil mas, sim, aquelas que cumprem uma série de condições prévias ligadas à submissão, à excessiva obediência e ao medo. É junto destas crianças (não descurando as restantes) que o docente deverá intervir e alertá-las para o abuso sexual.
   Quando um professor se apercebe que uma criança sofre de abuso sexual, a função deste não caberá em descobrir a veracidade da sua suspeita, deve então, segundo a revista atrás referida, “gerir e articular os recursos institucionais internos e externos a fim de colaborarem no esclarecimento da situação e protegerem o aluno”. O objectivo da instituição escolar deverá incidir na segurança e na saúde dos seus intervenientes e, consequentemente, deverá estar atenta a estes problemas gravíssimos e visíveis apenas, para quem se preocupa realmente com as suas crianças.
   O trabalho interdisciplinar, dentro da escola, é importantíssimo. Só através desta interdisciplinaridade se consegue dar uma resposta mais eficaz ao problema do abuso sexual e também contribui para que não seja apenas a escola a arcar com a angústia que esta situação pode causar. Este é um problema colectivo, que não afecta apenas a vitima de abuso sexual, mas todos os restantes alunos, assim sendo é fundamental que todos lutem para combater este problema colectivo.
 As vítimas de abuso sexual, segundo a revista nº 8, Professores do 1º e do 2º Ciclo do Ensino Básico (2006), necessitam de “uma assistência adequada”. Esta situação “requer um trabalho intersectorial entre a instituição educativa e as instituições de justiça e de saúde responsáveis pelo tratamento deste problema”. Só com a ajuda de todos será possível ultrapassar este problema sem aumentar as consequências negativas que o abuso sexual pode causar nas crianças.
 Como poderão os professores agir para prevenir? Na minha opinião a educação sexual deve ser implementada desde cedo nas escolas. É importante que a criança descubra a sua sexualidade e que tenha acesso à informação adequada.
    Muitos pais são contra a educação sexual nas escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico. No entanto, a criança, mesmo quando ainda está no berço já está a descobrir a sua sexualidade. Com esta afirmação pretendo salientar que não há um momento definido para abordar o tema. É importante que os alunos descubram a sua sexualidade com ajuda de adultos responsáveis, do que através dos mass media. Também é importante, desde cedo, abordar o tema abertamente, para que este não se torne num tabu, num tema proibido. O aluno deve sentir-se à vontade para expor todas as suas dúvidas e inquietações.
   Voltando a casos reais, presentes na escola da Glória, posso dizer que algumas meninas quando lhes surgiu a primeira menstruação, não contaram aos pais, mas sim à docente Virgínia. Estas meninas viram na professora uma amiga, uma companheira em quem podiam confiar. Porque será que não contaram aos seus pais? É triste afirmar que a educação sexual é ainda, para algumas pessoas, um tabu. Assim, estas meninas não se sentiram à vontade para falar com os seus pais sobre a primeira menstruação. Este facto é gravíssimo. Se elas tiveram medo da reacção dos pais, para algo que faz parte da natureza feminina, será que vão questionar os seus pais sobre, por exemplo, a utilização de métodos contraceptivos ou doenças sexualmente transmissíveis? Eu penso que não. Mas também penso que a escola deve tomar o primeiro passo e abordar abertamente estes temas, tal como faz a docente Virgínia. Sempre que algum tema surge na sala de aula, a professora atrás mencionada, deixa tudo para trás e aborda esse tema sem receios nem inquietações. È esta postura que o docente deve ter. É esta postura que eu espero conseguir ter, para que os meus alunos vivam em segurança, preservem a sua saúde e para que se tornem adultos responsáveis e sobretudo, adultos informados.
 Existem muitos outros aspectos que merecem uma atenção e sensibilização especial. Cabe ao professor, analisar o contexto em que os seus alunos estão envolvidos para incutir valores indispensáveis para a adopção de hábitos de vida seguros e saudáveis.
A escola, como agente socializador com grande relevância, deve ser segura e promotora de hábitos de vida saudável, para que os alunos transponham a realidade escolar para a vida em sociedade.
Para elaborar esta ficha de leitura pesquisei a lista de sítios da Internet que se segue:
 
http://www.ishst.pt/ISHST_NoticiaPress.aspx?nid=A000000000003515
      Acedido em 24 de Março de 2007;
Disponibilizado por: ISHST;
Última actualização: sd;
 
http://www.dgsaude.min-saude.pt/pns/vol1_531.html
      Acedido em 25 de Março de 2007;
Disponibilizado por: Ministério da Saúde - Direcção geral de saúde;
Última actualização: 2005
 
http://www.ismai.pt/MDE/Internet/PT/Superior/Escolas/ISMAI/Sites/CentroApoioTecnicoSegurancaTrabalho/Projectos/FormacaoEscolas.htm
      Acedido em 25 de Março de 2007;
Disponibilizado por: ISMAE, Instituto Superior da Maia;
Última actualização: sd;
 
http://oficina.cienciaviva.pt/
Acedido em 25 de Março de 2007;
Disponibilizado por: oficina de ciência viva;
Última actualização: sd;
 
http://www.drogas.pt
      Acedido em 26 de Março de 2007;
Disponibilizado por: IDT – Instituto da Droga e da Toxicodepência
Última actualização: 2007;
 
http://www.toxicodependencias.pt/3-2002/abertura.html
      Acedido em 26 de Março de 2007;
Disponibilizado por: Ministério da Saúde – Instituto da Droga e da Toxicodependência;
Última actualização: 2007;
 
http://www.psicologia.com.pt/instrumentos/drogas/ver-fichas.php?cod=tabaco
      Acedido em 26 de Março de 2007;
Disponibilizado por: psicólogos clínicos ;
Última actualização: 2007;    
 
Outros documentos:
Revista nº8, professores do 1º e do 2º Ciclo do Ensino Básico, 2006, editora ediba
 

 
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Sábado, 7 de Março de 2009

Ler: o caminho para a felicidade:)

 

Uma das minhas paixões é a minha profissão...Adoro leccionar...
No início da miha curta carreira, alguém (muito especial) sugeriu que eu trbalhasse o livro“O Principezinho”. Este livro foi, sem qualquer sombra de dúvida, muito pertinente e interessante. É um livro, pedagogicamente, muito rico. Ele permite desenvolver uma imensidão de competências, nomeadamente o gosto pela leitura.
Devo salientar que a leitura e exploração do livro “O Principezinho” é um pouco complexa. Este livro está repleto de metáforas o que torna a descodificação da sua mensagem um pouco difícil para as crianças muito jovens, nomeadaente para o 1º CEB. No entanto, a turma em que leccionava, surpreendeu-me..Eles descodificaram o livro na perfeição e peceberam a sua essência
Para mim, a exploração deste livro não era vista como uma utopia, mas sim como um objectivo alcançável. Através de inúmeras actividades relacionadas com o livro (envolvendo as diferentes áreas) consegui motivar os alunos para o tratamento deste livro e conseguimos que eles entendessem perfeitamente a sua mensagem. Foram momentos únicos e maravilhosos e qu aconselho toos os docentes a vivenciar.
            Este livro foi muito bem escolhido, na medida em que teve significado para aquelas crianças, pois estava relacionado com as suas vivências. Este facto faz-me reflectir sobre a importância da implementação do Plano de Leitura em Portugal. É essa reflexão que quero artilhar convosco...
Os níveis de literacia em Portugal são preocupantemente baixos, como têm vindo a demonstrar diversos estudos internacionais. Muitos alunos concluem o Ensino Básico sem dominarem a leitura de forma a poderem utilizá-la de uma forma funcional no seu dia-a-dia e na sua vida profissional. Assim sendo, para reduzir estes índices é importante que os professores proponham actividades de leitura diversificadas porque os alunos só aprenderão a ler, lendo cada vez mais e, consequentemente, eles acabarão por ler mais se gostarem de ler.  A leitura só pode ser agradável quando se consegue ler fluentemente e se compreende o que se lê.
Para que os meus alunos  compreendessem a mensagem do livro estudado tive de trabalhar arduamente. Eu tive de ajudar todas as crianças a descodificarem a mensagem do texto inúmeras vezes. No entanto, com o passar do tempo, elas foram acabando por conseguir descodificar a mensagem do texto sem qualquer ajuda. Foi uma evolução muito positiva.
É este trabalho que todos os docentes devem fazer. Devem ajudar as suas crianças a “voar” pelo mundo da leitura, sem medos, sem receios, sem dificuldades. Mas para que isso aconteça têm que ensiná-las a analisar textos, têm que ensiná-las a olharem para além do que está escrito. Os alunos têm que transpor o que lêem para a realidade, para as suas vidas.
Como referi anteriormente, os níveis de literacia em Portugal são preocupantes, porque muitos adultos não desenvolveram o gosto pela leitura quando eram mais novos.
Não adaptaria por completo o provérbio “Burro velho não aprende línguas” à leitura, mas é verdade que a idade adequada para aprender a ler é a que corresponde ao início do 1.º ciclo de Ensino Básico e que iniciar essa aprendizagem na idade adulta é uma tarefa bem mais difícil e menos eficaz do que aos seis anos. O provérbio “De pequenino se torce o pepino” é um provérbio verdadeiro em muitas situações da vida e adequa-se com grande pertinência na aprendizagem da leitura.
Segundo a comissária de honra do Plano Nacional de Leitura, Maria Emília Brederod (2006) “A Leitura é um vício que não faz mal.” Eu acrescentaria ainda que a leitura é um vício que podemos abusar sem nos preocuparmos e que começa desde muito cedo. Segundo a autora, as crianças com um ano de idade gostam que lhes contem histórias. é nesta idade que ela vai contactando com a leitura e vai despertando o gosto pela leitura de histórias.
O Plano Nacional de Leitura, segundo o sítio da Internet www.planonacionaldeleitura.pt, foi lançado em Portugal em Junho de 2006 pelo ministério da Educação, em articulação com o Ministério da Cultura e o gabinete da Ministério dos assuntos parlamentares. O objectivo principal deste plano é promover o prazer de ler e a criação de hábitos de leitura nas crianças e nos jovens, desenvolvendo actividades regulares de leitura por prazer nas escolas, tanto nas salas de aula como nas bibliotecas. Assim sendo, este plano pretende que haja um permanente contacto com os livros de modo a se criarem hábitos de leitura. Para se criarem estes hábitos é necessário criar simultaneamente o gosto pela mesma. Por conseguinte é muito importante que haja esta promoção pela leitura e pelo gosto de a realizar, através da implementação de estratégias diversificadas e motivantes.
No 1º Ciclo, segundo Maria Emília Brederod (2006), as vantagens da substituição dos manuais escolares pela leitura de histórias completas são numerosas. Ela ainda afirma que na Suécia este projecto já foi implementado há trinta anos e que os resultados, no final destes trinta anos, foram muito positivos, pois os índices de leitura aumentaram drasticamente. O número de livros adoptados pelas escolas foi crescendo bem como a venda de livros nas livrarias deste país.
Segundo Emílio Rui Vilar (2006), presidente da Fundação Calouse Gulbeinkian, o desenvolvimento de um país depende da sociedade do conhecimento. A União Europeia e algumas organizações internacionais, nomeadamente a OCDE e a UNESCO, apontam a leitura como um dos alicerces mais fortes do desenvolvimento da sociedade do conhecimento.
Segundo Emílio Vilar (2006), Portugal tem que avançar neste domínio, no domínio da leitura. Para que esta progressão se concretize é imprescindível que haja acesso à informação nas múltiplas formas e suportes. Este acesso irá pressupor, deste modo, o bom desenvolvimento da leitura, e o olhar para a leitura como um instrumento valioso para o desenvolvimento da sociedade do conhecimento, em Portugal.
Emílio Vilar (2006), afirma que “dominar a leitura é uma condição essencial para exercer uma cidadania responsável”. Assim sendo é importante que os nossos níveis de leitura aumentem drasticamente, é importante que a leitura aumente em todos os níveis, nas escolas, nas bibliotecas e no seio das famílias.
Nunca tinha existido, até ao momento, um projecto nacional que pretendesse ir ao encontro das necessidades de estimular o acto de ler e da leitura em todas as situações e em todos os contextos. Este Plano Nacional de Leitura é muito ambicioso, mas é exequível. Por um lado, muitos professores já aderiram à leitura de livros nas salas de aula e os resultados foram espantosos. Eu participei na exploração do livro “O Principezinho” e concordo plenamente com a implementação deste projecto nas escolas. Os alunos sentem-se mais motivados para ler. Só o simples facto de interromper a leitura quando ela está no auge, ou seja, quando ela se torna mais emocionante, faz com os alunos sintam uma enorme curiosidade relativamente ao que se vai passar depois. Este facto contribui para que o interesse na leitura do dia seguinte aumente desmesuradamente. Por outro lado, temos os professores menos receptivos à leitura de livros na sala de aula. Eu, sinceramente, não consigo perceber esta atitude. Porque com a leitura de um livro é possível trabalhar em vários níveis do conhecimento, tanto a nível do conhecimento explícito como da compreensão e expressão escrita ou expressão e compreensão da oral.
Para que as aulas sejam motivantes, os alunos têm que se identificar com o que estão a ler, têm que ter vontade de ler e, na minha opinião este gosto e esta vontade de ler cultivasse. Eu acredito que este prazer pode surgir naturalmente com a leitura de um simples livro.
O Plano Nacional de Leitura, segundo Isabel Alçada (2006), foi realizado por docentes, ou seja, foi elaborado por pessoas que conhecem muito bem a realidade escolar, que sabem quais as necessidades e vontades dos alunos. Este Plano também teve o contributo de associados a bibliotecas, estes associados foram o pilar do projecto. Para terminar, este projecto também foi coadjuvado por pessoas que lançaram a biblioteca pública. Como podemos constatar, todos estes intervenientes estão ligados à Educação, o que ajuda a tornar este projecto exequível, porque são pessoas que conhecem a realidade escolar. Deste modo, este projecto cria condições ideais para divulgar e estimular o gosto pela leitura.
Os fundadores do Plano Nacional de Leitura divulgam uma lista de livros adequados aos diversos níveis etários. No entanto, eu penso que o docente não se deve limitar apenas a escolher os livros presentes nessa lista. Os alunos são todos diferentes e pode acontecer que os livros da lista divulgada pouco ou nada digam àquelas crianças. O livro “O Principezinho” foi escolhido por nós e não estava na lista. Escolhemos este livro porque achámos que ele era adequado para esta turma e porque acreditámos que os alunos iriam conseguir descodificar a sua mensagem. No entanto, este livro não seria adequado para outras escolas. Por conseguinte, a adopção dos livros tem de ser muito bem escolhida para que os alunos se sintam motivados para os lerem e em momento algum percam o encantamento.
Segundo o sítio da Internet www.planonacionaldeleitura.pt “Para o êxito do programa, é indispensável que as actividades de leitura se ajustem às características de cada turma.” Baseando-me ainda neste sítio da Internet, afirmo que compete a cada professor escolher criteriosamente a hora que considere mais adequada para a concretização da leitura do livro adoptado; seleccionar, entre as obras recomendadas para cada ano, quais as que pretende trabalhar e definir uma sequência capaz de promover gradualmente a progressão efectiva dos alunos e de fomentar o interesse pelos livros e pela leitura; escolher obras muito variadas para que as crianças contactem com grande diversidade de autores, temas, estilos, ilustrações; evitar prolongar excessivamente o trabalho com um mesmo livro; voltar a ler a mesma história se as crianças o solicitarem, mas de modo a não cansar ou tornar o trabalho monótono.  Estes pontos são muito importantes para que os alunos além de criarem hábitos de leitura, consigam despertar o gosto pela leitura. É de esperar que os alunos anseiem pela hora da leitura, para que eles se entusiasmem e que participem nas actividades com toda a alegria que lhes é característica.
            Para além de actividades sugeridas à escola, o Plano Nacional de Leitura também dá sugestões de actividades para as famílias. É importante            que os familiares dos alunos se apercebam do quão a leitura é importante para os seus filhos e que também eles sintam a necessidade de ler cada vez mais. É importante que eles não se sintam satisfeitos com o que já conhecem, mas que viajem pelo mundo da fantasia e da magia com os seus filhos. Só desta forma, estes familiares conseguirão sentir o gosto pela leitura a crescer dentro de si.
O professor deve sensibilizar as famílias para a importância dos livros de histórias no crescimento e no desenvolvimento intelectual e afectivo das crianças. Este incentivo pode ser realizado através das reuniões de pais, onde podem conversar sobre a importância da leitura de histórias com as crianças, ou sobre as vantagens do contacto das crianças com livros, mas tentando que compreendam e adiram à iniciativa. Os professores também podem distribuir panfletos que informem sobre a relevância da leitura em família; podem emprestar livros da biblioteca ou da sala de aula aos pais; podem organizar feiras do livro em ocasiões propícias como, por exemplo, as vésperas de Natal, da Páscoa, do fim do ano lectivo, convidar os pais e incentivá-los a presentearem os filhos com um ou mais livros adequados à idade e aos interesses da criança; podem também organizar festas em ocasiões propícias e apresentar trabalhos realizados pelas crianças sobre os livros que foram lidos na sala. Na minha opinião se as escolas implementassem estas medidas o gosto pela leitura iria aumentar. Se as famílias lessem mais os alunos acabariam por criar hábitos de leitura e o prazer pela leitura seria mais bem conseguido.
            A meu ver, esta iniciativa deveria ser ainda divulgada com mais incidência através dos meios de comunicação social. Penso que esta seria mais uma forma de influenciar positivamente a valorização social da leitura e a promoção de hábitos nesse domínio.
Segundo João Mata (2006) “As biblioteca de turma são ainda um potencial recurso para o desenvolvimento do gosta da leitura.” Elas destinam-se a tornar os livros mais próximos e a incentivar os alunos a requisitarem obras para lerem em casa. Assim sendo, segundo o autor atrás mencionado, muitos professores têm optado por expor na sala de aula uma selecção de livros para que os alunos os possam folhear, manusear e escolher. Outros professores têm solicitado aos alunos que tragam livros de casa para trocar com os colegas.
            Segundo www.portugal.gov, tanto nas bibliotecas como na adopção de livros para ler na sala de aula, as histórias tradicionais surgem como a leitura que mais cativa os alunos. Segundo este sítio da Internet as histórias tradicionais começaram por ser transmitidas oralmente. Com o passar do tempo foram sendo registadas por escrito e, a partir de então, foram rescritas por muitos e variados autores, em prosa e em verso. Estas histórias são um valioso suporte cultural, depositárias de conhecimentos, sabedoria, convicções, práticas sociais, juízos de valor e representam também os voos de imaginação de gerações sucessivas.
Se estas histórias resistiram ao tempo e foram recontadas com as adaptações indispensáveis a cada época, foi porque encantaram. Foi porque levaram as pessoas a sonhar, a imaginar e porque contêm verdades intemporais acerca das características mais profundas do ser humano e das suas contradições.
As crianças adoram estas histórias e acolhem-nas com apresso, assim sendo elas devem ser abordadas o mais cedo possível.
As histórias tradicionais são normalmente bem recebidas pelas crianças. No entanto, o professor deve verificar se a história deseja trabalhar com os seus alunos não foi já trabalhada em anos anteriores. O simples facto de os alunos já terem ouvido a história e voltarem a ouvi-la pode ser aliciante, mas trabalhar sucessivamente o mesmo enredo torna-se facilmente fastidioso, provoca desinteresse e não estimula o progresso.
Segundo Isabel Alçada (2006), “a partir de certa idade, a maioria dos alunos deseja ser surpreendida, deseja fazer descobertas, aborrece-se ou desmobiliza ao repisar o que já sabe.” Os alunos com dez, onze anos desejam ser surpreendidos pela leitura dos livros. O docente deve satisfazer esta vontade, deve introduzir histórias com acção, onde existam heróis e polícias e ladrões. Deve cativar o aluno para a leitura, deve fornecer-lhe o material que ele necessita para desenvolver o prazer pela leitura. 
Segundo o sítio da Internet www.portugal.gov “As histórias de ficção escritas de uma maneira realista e que apresentam situações do quotidiano têm, normalmente, a intenção de sensibilizar para as questões que se colocam no relacionamento entre as pessoas da mesma família, no seio de um grupo de amigos e que, em momentos de crise, desencadeiam sentimentos como perplexidade, susto, medo, ciúme, isolamento, insegurança, etc. Em alguns casos, o autor deixa os dilemas em aberto, noutros casos, tem a preocupação de veicular mensagens positivas.”
A leitura de histórias deste género no ambiente da sala de aula pode contribuir para que os alunos tomem consciência e analisem problemas do dia a dia que os afectem pessoalmente ou que afectem outras pessoas, apurando a compreensão de si próprios e do mundo que os rodeia. A reflexão suscitada poderá ainda contribuir para que se tornem mais lúcidos e mais tolerantes para com os outros e para com eles próprios. No entanto, pode também acontecer que alguns dos alunos estejam a viver situações idênticas e sintam que estão a ser expostos perante a turma, ou intimamente incomodados por reviver na aula problemas que estão a tentar esconder. Se o professor suspeitar que corre este risco, será preferível escolher outro tipo de leitura, pois o objectivo da leitura não é, em nenhum momento, provocar constrangimentos.
            Segundo o sítio da Internet www.portugal.gov “As novelas históricas destinadas a crianças ou a adolescentes envolvem muita acção e mistério o que torna o enredo apelativo.” De uma maneira geral, os autores apresentam um quadro bastante nítido sobre ambientes, mentalidades, maneiras de viver de outras épocas. Assim sendo a leitura representa um considerável enriquecimento cultural, promove uma maior abertura de espírito e um alargamento de horizontes.
            Para que a leitura deste tipo de histórias seja cativante, o professor deve assegurar-se de que os alunos compreendem os textos e aderem afectivamente às personagens, às situações, à época tratada. Se em algum momento o professor verificar que os seus alunos não  compreendem a mensagem da história, o professor deve dar as informações necessárias para que as dúvidas ou a sensação de estranheza desapareçam.
Segundo o sítio da Internet www.portugal.gov “As histórias de aventura e mistério obedecem a uma matriz encontrada na primeira metade do século XX e que permanece actual: narrativa ágil, ritmo intenso que se adensa até atingir o clímax, epílogo serenante, personagens principais da idade dos leitores, opositores de características nítidas, descrições sucintas; diálogos frequentes; narrador omnisciente, enigmas para desvendar, pistas que permitem ao leitor antecipar o desfecho, final feliz”.
            Segundo o mesmo sitio da Internet atrás mencionado, este tipo de histórias tem-se revelado uma peça-chave na aquisição do gosto pela literatura entre as crianças de todo o mundo. Este facto deve-se, em parte, à cumplicidade que o escritor propõe aos seus leitores, mas também porque suscita sentimentos de pertença a um grupo coeso e bem-sucedido. Além disso, a manutenção do suspense não deixa esmorecer o interesse pelo enredo, e a lógica interna da narrativa torna-a particularmente sedutora para quem se encontra numa etapa crucial do desenvolvimento do raciocínio. 
É frequente os autores de livros de aventura e mistério não escreverem livros isolados mas colecções, o que permite ao leitor reencontrar os seus heróis, envolver-se afectivamente, sentir o prazer de ler e o desejo de ler mais, ou seja, faz com que os seus leitores sintam vontade de voltar a ler livros da mesma colecção e assim, sintam vontade de ler. O entusiasmo por uma determinada colecção representa, muitas vezes, uma etapa importante na aquisição de bons hábitos que vão assegurar persistência no interesse por livros e amor à leitura para o resto da vida.
Como podemos constatar existe uma imensidão de histórias para trabalhar na sala de aula, basta querer.
Depois de tudo o que foi exposto, posso garantir que o Plano Nacional de Leitura é uma mais valia para Portugal, nomeadamente para as nossas crianças. É importante que elas nutram o gosto pela leitura desde cedo e que se cultivem progressivamente, pois só desta forma serão pessoas felizes e informadas.
Com o Principezinho eu revivi a minha própria paixão pela leitura. É de facto a ler que se aprende a gostar de ler. É a ler que nos deixamos envolver totalmente pelo livro e sentindo afectivamente a sua companhia. Se pais e filhos fizessem um momento dedicado à leitura estaria criado, certamente, um estímulo válido para os mais novos.
Segundo Cristina Almeida (1996) “Ler é crescer...” Como professora, estou numa fase de crescimento evoluçao permanente...Por isso não quero perder esta paixão pela leitura, quero sentir prazer em crescer até ao último dia da minha vida. Quero continuar a sentir que a aprendizagem é o caminho para a felicidade...
 
 
Boas lituras :)
 
Misé
publicado por mise às 23:41
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Amizade...

Ao longo da minha vida deparei com situações boas e menos boas, como toda a gente, obviamente... No entanto, ao longo destes momentos consegui verificar quem são, efectivamente, os meus amigos...São a eles que dedico este blog...

 

É difícil  querer definir “amigo”.
Amigo é quem me dá um pedacinho do chão, quando é de terra firme que eu preciso....
É quem me dá um pedacinho do céu, quando é o sonho que me faz falta.
Amigo é mais que um ombro amigo!
É a mão estendida, a mente aberta, o coração pulsante....É quem tentou e fez, não tendo o egoísmo de não querer partilhar o que aprendeu.É aquele que cede e não espera retorno, porque sabe que o acto de viver um instante comigo já o alimenta, já o satisfaz.É quem já sentiu ou um dia vai sentir o mesmo que eu!É a compreensão para o meu cansaço e o refúgio para as minhas desilusões.É o sol que seca as minhas lágrimas, é a alegria que faz florescer o meu sorriso.Ter amigos é ser feliz...E eu sou feliz...Porque vos tenho no meu coração...
Para sempre....

 

Misé

 

publicado por mise às 23:27
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